Moda Operandi: Aslaug Magnusdottir

Aslaug Magnusdottir com seu nome impossível de ser pronunciado é um ótimo exemplo de como podemos quebrar barreiras e tentar coisas novas, sejam elas novas para nós mesmas ou para a sociedade.

Nascida na Islândia, passou de bailarina, gerente de agência de modelos, mãe, ativista política em prol dos direitos das mulheres, chairwoman da Companhia Nacional de Ballet da Islândia a advogada, investidora e empreendedora. Ufa!

Aslaug diz que sempre gostou e teve muito interesse em moda, mas por morar na Islândia, as oportunidades não eram das melhores. Assim, resolveu ser prática e se formou em Direito. E não foi qualquer formação: passou por uma faculdade na Islândia, conquistou seu diploma na Duke University of Law (EUA) e, em 2000, se tornou a primeira islandesa a ter um MBA da Harvard Business School.

Mas como essa mulher mil e uma utilidades foi parar no nosso querido mundinho fashion?

Depois do seu MBA, ela foi, por três anos, engagement manager de uma empresa de consultoria, em 2004,  virou diretora de investimentos até que ela sentiu que aquele era um bom momento para trabalhar com moda. Em 2006, virou vice presidente da Marvin Traub Associates, uma empresa de consultoria para marcas de luxo. Não satisfeita em ter um cargo sonhado por tantos e tantos, em 2007 fundou uma empresa de investimentos (TSM Investiments) com ninguém menos que o Marvin Traub (oi? Percebeu que é o mesmo nome da empresa que ela trabalhava?), todo poderoso do varejo de luxo mundial. A tal empresa de investimentos é voltada para novas marcas de moda.

E aí você acha que ela fundou a Moda Operandi? Não, meu bem, ainda tem mais! Aos 41 anos, com uma carreira de invejar advogado a fashionista, ela ainda virou vice presidente de produtos e serviços de luxo da Gilt Group (e-commerce de produtos de luxo com preços mais baixos) e presidente de uma marca de joias, a House of Waris.

E aí, depois de adquirir toda essa experiência e contatos, a islandesa, já muito poderosa até então, teve um insight e percebeu que, ao mesmo tempo que os estilistas reclamavam que não conseguiam produzir suas melhores peças mostradas nos desfiles, os consumidores também se frustravam por não conseguir suas peças dos sonhos desfiladas. Assim, ligando A + B, ela criou o Moda Operandi.

A razão de o M’O ser tão comentado é, além de sua super equipe, seu processo de vendas: nada de esperar meses até a peça chegar na loja (ou não chegar!) para você comprar; depois de desfiladas, as peças são fotografadas e ficam no site de 3 a 7 dias para você possa fazer seu pedido. Já são mais de 250 designers e a média de pedidos de compra gira em torno de R$ 1400,00.

E, além de toda essa inspiração para você parar de reclamar que é de uma cidade pequena ou que está em outra área, ela também é uma ótima fonte de looks adequados para a situação fashionista/mulher de negócios:

E termino o post com um conselho da própria Aslaug Magnusdottir:

Always be true to yourself and pursue what you’re passionate about.

(Sempre seja fiel a você mesmo e vá em busca do que você ama).