Aslaug Magnusdottir | Job-à-Porter
O ESCRITÓRIO – CHEIO DE PERSONALIDADE – DA JENNA LYONS
O ESCRITÓRIO – CHEIO DE PERSONALIDADE – DA JENNA LYONS
O ESCRITÓRIO DE EVA CHEN
O ESCRITÓRIO DE EVA CHEN
Nova fase =)
NOVA FASE =)
DICAS DE OURO AO SE VESTIR PARA ENTREVISTAS DE EMPREGO – DE MODA!
DICAS DE OURO AO SE VESTIR PARA ENTREVISTAS DE EMPREGO – DE MODA!

Aslaug Magnusdottir

0 Com.

Emanuelle Alt

Quando a gente fala em trabalhar com moda, eu sei que a maioria já logo pensa: “O que vestir??!?!?!?!?!?!”. Por isso, resolvi falar mais aqui no blog sobre esse assunto! Além dos posts ocasionais com só uma imagem de inspiração, vou fazer também um “get the look” com frequentadores do mundinho trabalhador fashion. Afinal, ninguém melhor que uma pessoa que trabalha com moda para “mostrar” como se vestir para trabalhar com moda, né? – e mostrar com aspas porque aqui tudo é inspiração né, não tem nada de regras ou pode/não pode! Cada um tem que respeitar seu próprio estilo/trabalho/vida.

Nos posts sobre a Aslaug Magnusdottir e a Lauren Santo Domingo, já tivemos ótimas referências e ideias de looks, mas a maioria bem glamourosa e alguns bem para inspirar, sem mto ctrl+c ctrl+v. Por isso que hoje eu escolhi uma pessoa com um estilo super pé no chão –  mas nem por isso sem graça ou menos estiloso. A Emanuelle Alt, atual editora-chefe da Vogue Paris, tem um estilo que estão chamando de o novo parisian chic. Sabe aquele je ne sais quoi das francesas, com um jeito bem “nem-me-preocupei-com-o-que-ía-vestir-hoje-e-fica-incrível-assim-sem-querer”? Então, Emanuelle é dessas.

O guarda-roupa dela não podia ser mais simples: jeans skinny + t-shirt podrinha + blazer ou jaqueta + salto fino. Ponto. Quase sem acessórios, o segredo dela é a simplicidade + qualidade das peças.

Nada que uma Zara ou fast fashion amigo não possa fazer por nós, né?!

1 Com.

Moda Operandi: Lauren Santo Domingo

Loira, linda, magra, casada com herdeiro milionário, estrela de blogs de streetstyle, editora da Vogue, co-fundadora e diretora criativa do M’O. Não, não é para você ficar com inveja, é para você se inspirar mesmo, ok?!

Nascida em Connecticut e formada em História pela University of Southern California, Lauren entrou na moda como modelo, mas a profissão durou pouco, já que logo ela entrou na Vogue America como assistente. Como ela mesmo diz, “com muito trabalho duro e determinação” ela foi subindo na revista até chegar ao posto de Market Editor. Depois de alcançar um cargo tão sonhado por tantos, ela se tornou, em 2004, diretora de RP na J. Mendell e foi responsável pelo lançamento – muito bem sucedido – da coleção prêt-à-porter da marca. Em seguida, partiu para comandar o departamento de RP na Carolina Herrera até que, em 2006, voltou para nossa querida Vogue. Nessa época, além de atuar como colaboradora da revista, cuidando do styling de editoriais, a sra. Santo Domingo, trabalhava como stylist freelancer para estilistas, celebridades e lojas em Paris e NY.

E como trabalho pouco é bobagem, nossa querida fashionista resolveu se unir à sua BFF Aslaug Magnusdottir para criar o M’O – sem deixar de atuar como colaboradora da Vogue, bien sûr  Diz que elas queriam há tempos abrir um negócio juntas, mas elas não quiseram ir no óbvio “site/blog de moda” (que seria um sucesso com certeza, se considerar o super estilo da Lauren e a quantidade de fotos de streetstyle dela pela web)  e esperaram até que tivessem uma ideia boa o suficiente. Como surgiu a ideia a gente já sabe, né? 

Além de ser uma super motivação do tipo “não estagne sua carreira apesar de ter um ultra-mega-blaster cargo”, não temos como fugir do fato de que ela é uma inspiração fashionística ambulante!

E, depois desses looks lindos, termino o post com palavras da própria:

“Sometimes the best accessory a girl can have is a friendly smile and a kind work”

2 Com.

Moda Operandi: Aslaug Magnusdottir

Aslaug Magnusdottir com seu nome impossível de ser pronunciado é um ótimo exemplo de como podemos quebrar barreiras e tentar coisas novas, sejam elas novas para nós mesmas ou para a sociedade.

Nascida na Islândia, passou de bailarina, gerente de agência de modelos, mãe, ativista política em prol dos direitos das mulheres, chairwoman da Companhia Nacional de Ballet da Islândia a advogada, investidora e empreendedora. Ufa!

Aslaug diz que sempre gostou e teve muito interesse em moda, mas por morar na Islândia, as oportunidades não eram das melhores. Assim, resolveu ser prática e se formou em Direito. E não foi qualquer formação: passou por uma faculdade na Islândia, conquistou seu diploma na Duke University of Law (EUA) e, em 2000, se tornou a primeira islandesa a ter um MBA da Harvard Business School.

Mas como essa mulher mil e uma utilidades foi parar no nosso querido mundinho fashion?

Depois do seu MBA, ela foi, por três anos, engagement manager de uma empresa de consultoria, em 2004,  virou diretora de investimentos até que ela sentiu que aquele era um bom momento para trabalhar com moda. Em 2006, virou vice presidente da Marvin Traub Associates, uma empresa de consultoria para marcas de luxo. Não satisfeita em ter um cargo sonhado por tantos e tantos, em 2007 fundou uma empresa de investimentos (TSM Investiments) com ninguém menos que o Marvin Traub (oi? Percebeu que é o mesmo nome da empresa que ela trabalhava?), todo poderoso do varejo de luxo mundial. A tal empresa de investimentos é voltada para novas marcas de moda.

E aí você acha que ela fundou a Moda Operandi? Não, meu bem, ainda tem mais! Aos 41 anos, com uma carreira de invejar advogado a fashionista, ela ainda virou vice presidente de produtos e serviços de luxo da Gilt Group (e-commerce de produtos de luxo com preços mais baixos) e presidente de uma marca de joias, a House of Waris.

E aí, depois de adquirir toda essa experiência e contatos, a islandesa, já muito poderosa até então, teve um insight e percebeu que, ao mesmo tempo que os estilistas reclamavam que não conseguiam produzir suas melhores peças mostradas nos desfiles, os consumidores também se frustravam por não conseguir suas peças dos sonhos desfiladas. Assim, ligando A + B, ela criou o Moda Operandi.

A razão de o M’O ser tão comentado é, além de sua super equipe, seu processo de vendas: nada de esperar meses até a peça chegar na loja (ou não chegar!) para você comprar; depois de desfiladas, as peças são fotografadas e ficam no site de 3 a 7 dias para você possa fazer seu pedido. Já são mais de 250 designers e a média de pedidos de compra gira em torno de R$ 1400,00.

E, além de toda essa inspiração para você parar de reclamar que é de uma cidade pequena ou que está em outra área, ela também é uma ótima fonte de looks adequados para a situação fashionista/mulher de negócios:

E termino o post com um conselho da própria Aslaug Magnusdottir:

Always be true to yourself and pursue what you’re passionate about.

(Sempre seja fiel a você mesmo e vá em busca do que você ama).